Há diferença entre psicologia clínica e psicologia da saúde?

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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

EXCLUSÃO SOCIAL



Exclusão social é um tema da atualidade, utilizado nas mais variadas áreas do conhecimento, mas com sentido nem sempre muito preciso ou definido. Primeiro de uma série de artigos, nosso intuito é oferecer uma visão esclarecedora a respeito.

As exclusões são de uma forma geral, dificuldades ou problemas sociais que levam ao isolamento e até à discriminação de um determinado grupo. Estes grupos excluídos ou, que sofrem de exclusão social, precisam assim de uma estratégia ou política de inserção de modo a que se possam integrar e ser aceites pela sociedade que os rodeia.
A pobreza pode, por exemplo, levar a uma situação de exclusão social, no entanto, não é obrigatório que estes dois conceitos estejam intimamente ligados. Um trabalhador de uma classe social baixa, pode ser pobre e estar integrado na sua classe e comunidade. Deste modo, factores/estados como a pobreza, o desemprego ou emprego precário, as minorias étnicas e ou culturais, os deficientes físicos e mentais, os sem-abrigo, trabalhadores informais e os idosos podem originar grupos excluídos socialmente mas, não é obrigatório que o sejam.
Pode designar desigualdade social, miséria, injustiça, exploração social e econômica, marginalização social, entre outras significações. De modo amplo, exclusão social pode ser encarada como um processo sócio-histórico caracterizado pelo recalcamento de grupos sociais ou pessoas, em todas as instâncias da vida social, com profundo impacto na pessoa humana, em sua individualidade.

Tecnicamente falando, pessoas ou grupos sociais sempre são, de uma maneira ou outra, excluídos de ambientes, situações ou instâncias. Exclusão é "estar fora", à margem, sem possibilidade de participação, seja na vida social como um todo, seja em algum de seus aspectos.

Outro conceito de exclusão social aplicável à realidade de uma sociedade capitalista é que "excluídas são todas as que não participam dos mercados de bens materiais ou culturais" (Martine Xiberas).

Em termos dialéticos, é um processo complexo e multifacetado (polissêmico), dotado de contornos materiais, políticos, relacionais e subjetivos.
Não é uma falha, uma característica do processo capitalista, ou de outro regime político-ideológico: a exclusão é parte integrante do sistema social, produto de seu funcionamento; assim, sempre haverá, mesmo teoricamente, pessoas ou grupos sofrendo do processo de exclusão.



A Psicologia pode contribuir com a inclusão social? Deixe sua opinião.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

PSICOLOGIA COMUNITÁRIA


Links interessantes sobre psicologia comunitária, e para conhecemos melhor essa área da Psicologia.

Dois sites que explicam um pouco mais sobre a Psicologia comunitária.

http://www.vidaesaude.org/variedades/a-psicologia-social-na-america-latina.html

http://artigos.psicologado.com/atuacao/psicologia-comunitaria/introducao-a-psicologia-comunitaria

Vamos deixar esse link explicando melhor a historia da psicologia comunitária, e suas áreas de atuação.

http://capsycos.blogspot.com/2009/08/psicologia-comunitaria.html

Vários artigos "Psicologias"

http://www.psicologia.com.pt/areas/subarea.php?cod=d15A

Vários artigos relacionados a comunidade, testes psicológicos, textos, notícias, dentre outros. Um site com várias categorias aplausiveis

Este site pretende analisar o caminho percorrido pelos psicólogos comunitários desde a emergência da "crise" da Psicologia Social.

http://www.portaleducacao.com.br/psicologia/artigos/8321/psicologia-comunitaria-teoria-e-metodologia


Trabalho de "Psicologia Social e Comunitária I" sobre Qualidade de Vida e Habitação, retirado do livro "Psicologia Social e Comunitária - da solidariedade à autonomia".

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Esse outro vídeo fala do preconceito.
Não é só a tecnologia que tem que evoluir, a mente das pessoas também (principalmente). E quanto às crianças... ah! as crianças, elas não têm preconceitos... isso é coisa de adulto!

terça-feira, 28 de setembro de 2010



PSICOLOGIA COMUNITÁRIA




A Psicologia Comunitária é uma disciplina recente. Sua origem remonta, por um lado à psiquiatria social e preventiva, à dinâmica e psicoterapia de grupos, práticas "psi" que conceituavam uma origem social a seus objetos de estudo. Embora as primeiras conceituações e práticas comunitárias em Psicologia tenham sido norte-americanas ou européias, é na América Latina que a disciplina ganha contornos característicos. A psicologia comunitária é uma nova forma de pensar e praticar a psicologia, distinta da tradição dominante.

Na noção de psicologia comunitária, segundo Andery (2001), a palavra comunidade vem sendo usada para designar a instrumentalização de conhecimentos e técnicas psicológicas que possam contribuir para uma melhoria na qualidade de vida das pessoas e grupos distribuídos nas inúmeras aglomerações humanas que compõem a grande cidade. É um movimento de aproximação do cotidiano das pessoas principalmente nos bairros e instituições populares onde a grande parcela da população vive, organiza-se e cria seus canais de expressão.

De acordo com Freitas (1999), a psicologia social comunitária utiliza-se do enquadre teórico da psicologia social, privilegiando o trabalho com grupos, colaborando para a formação da consciência crítica e para a construção de uma identidade social e individual orientadas por preceitos eticamente humanos. Freitas indica que os instrumentos utilizados para intervenção, e também construídos no desenvolvimento do trabalho, podem ser: entrevistas (muitas vezes coletivas), conversas informais (em locais variados, por exemplo num bar, em caminhadas), visitas às casas da população ou a alguma festividade, diários de campo (registros de acontecimentos importantes, idéias que possam contribuir para ações), resgate histórico e cultural da comunidade (por meio de representantes da igreja, pessoas significativas, lideranças).


A psicologia comunitária operando com o enquadre teórico da psicologia social crítica propor-se a compreender a constituição da subjetividade dos seres humanos numa comunidade, seja geográfica como, por exemplo um bairro, ou psicossocial como, por exemplo, os participantes de um centro comunitário. Ao compreender e para fazê-lo, funda-se no respeito ao saber e às práticas desses sujeitos e atua predominantemente com grupos. (Neves e Bernardes, 1999)



Referências:
Neves, S. M. e Bernardes, N. M. G. Psicologia Social e Comunidade. IN: Strey, Marlene N. (org). Psicologia Social Contemporânea: livro-texto. Petrópolis: Vozes, 1999.
FREITAS, M. F. Q. 1999. Psicologia na comunidade, psicologia da comunidade e psicologia (social) comunitária - prática da psicologia em comunidades nas décadas de 60 a 90, no Brasil. In: CAMPOS, R. H. F. (Org). Psicologia social comunitária: da solidariedade à autonomia. Petrópolis: Vozes, pp.73.

LANE, S. T. M. 1994. A psicologia social e uma nova concepção do homem para a psicologia. In: SÍLVIA T. M. LANE; WANDERLEY CODO (Orgs.). Psicologia social: o homem em movimento.
São Paulo: Brasiliense.